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NEREA DEL RÍO GÓMEZ: UNA PASTORA CON MUCHO ARTE.

Nerea del Río Gómez es una joven que vive en Carrión de los Condes (Palencia). Es graduada en Bellas Artes por la Universidad de Salamanc a, tiene un Máster en Márketing Digital y un curso de Creación de Comics. Actualmente es G anadera de una cabaña de 500 ovejas. Esta joven artista trabajaba con un contrato indefinido en el entorno urbano y un buen día decidió volver a su tierra y seguir con la explotación ganadera familiar. Fueron muchas las razones que la impulsaron a dar este gran salto, pero quizá la más importante es que quería ser FELIZ.  Nerea conoce muy bien las dificultades que conlleva vivir de la ganadería, pero el poder ser autónoma, tener la capacidad de decisión y organizar sus propios ritmos de vida y sus objetivos, pesaban mucho y aquí está en un pueblo Castellano: Robladillo de Ucieza , paseando cada día a sus ovejas y disfrutando de la naturaleza. Su autoempleo es de 365 días.  Las ovejas no conocen los días de fiesta , pero...

NATAL, por JOSÉ DE CAMPOS

 

N A T A L


Diz-se que o Natal é sempre que o homem quiser, mas é certamente mais Natal, na época que o calendário determina...


Em que há frio,

calor humano,

neve, uma lareira,

chuva, um agasalho,

frio nos pés, Missa do Galo.

Algum desengano, talvez enguiço,

azeite, bacalhau, couve e muito alho.

Doentes a sofrer,

pobres sem um tecto,

gente em sua terra, 

soldados na guerra,

famílias felizes, outras nem por isso.

Uns que têm paz, outros solidão,

uns com abundância e muitos sem pão.

Montras enfeitadas,

lares sem aconchego,

montes de famílias em desassossego.

Bolos, filhoses, 

um surdo clamor de pobres vozes, 

desemprego.

Olhitos de criança, o Pai Natal,

prenditas no sapato, frio glacial,

muitas correrias, algum desacato.

Um olhar ao Céu, uma prece a Deus,

e quem é cristão a lembrar os seus.

Os nossos amores, que connosco vivem,

e os progenitores que nos deram vida,

e a qualquer momento estão de partida.

Os filhos dilectos a chegar a casa,

e os avós e netos a atiçar a brasa.

O cheiro dos fritos em cima da mesa,

e a triste lembrança de muita pobreza.

Um lar de abundância,

e a recordação de uma pobre infância,

e de alguns medos, 

de um tempo passado com poucos brinquedos.

Lembranças da terra,

da massa a fintar na grande panela, 

chama a crepitar, e cheiro a canela.

O madeiro em chamas, aquecendo a praça,

o calor no rosto da gente que passa,

o velho e o jovem que seus sonhos traça.

O menino nu em palha estendido, causa um arrepio,

mas, porque é divino, nunca sente frio.

É tempo de esperança, de uma nova aurora, 

e se eu não me lembro,

digam-me agora,

quando é o Natal, se não em Dezembro?  


 José de Campos



                                             







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